O evento ocorreu na Faculdade Estacio de Sá no Centro Empresarial do Barra Shopping, Rio de Janeiro. Foi um encontro muito produtivo com varias mesas de palestrantes excepcionais que mostrou que o tema Adoção esta muito vivo e precisa estar mais presente em nossa sociedade. Foi muito bom ver as diversas familias formadas através da adoção e a diversidade destas. Parabens aos organizadores. Adorei participar!
Adoção Tardia - Um ato de Amor, Coragem e Humanidade.
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
sábado, 13 de julho de 2013
Estatuto da Criança e do Adolecente
Tomei a liberdade de postar esse texto que a Dr. Monica postou no facebook. Acho importantíssimo.
O ECA representa o exercício dos direitos e a modificação da realidade. Porém, a lei por si só não muda a realidade, sendo que os promotores de Justiça passaram a ser os grandes defensores dos direitos das crianças e dos adolescentes.
Ainda é preciso que o Estado respeite o princípio constitucional da prioridade absoluta. Isto deve ser feito principalmente através de uma maior canalização de recursos para programas e ações voltadas à melhoria de vida de crianças e adolescentes.
Discurso em favor dos direitos da infância e da juventude todos fazem. Entretanto, é fundamental que os administradores façam a destinação privilegiada de recursos para efetivação dos direitos. Lugar de criança é na família, na escola e nos orçamentos públicos.
Ainda hoje, as pessoas associam muito o ECA ao adolescente infrator. Acredito que devemos valorizar mais as políticas voltadas aos direitos fundamentais para que as políticas de resgate sejam cada vez menos necessárias no País, tem que ser dada prioridade aos programas à infância e à juventude em todas as políticas públicas.
Assim, cabe a cada um de nós, sejam profissionais do direito, sejam técnicos especialistas da área, ou militantes dos direitos da criança e do adolescente, bem como os representantes dos Poderes, garantir a execução dos planos e projetos voltados às melhorias das condições sociais da população infanto-juvenil. Ainda mais porque o Brasil, em suas leis e políticas, tem a posição clara de que as políticas públicas destinadas a este público são “prioridade absoluta”. Mas isto não pode ficar apenas no papel! Precisamos de ações concretas urgentes.
(Monica Labuto)
O ECA representa o exercício dos direitos e a modificação da realidade. Porém, a lei por si só não muda a realidade, sendo que os promotores de Justiça passaram a ser os grandes defensores dos direitos das crianças e dos adolescentes.
Ainda é preciso que o Estado respeite o princípio constitucional da prioridade absoluta. Isto deve ser feito principalmente através de uma maior canalização de recursos para programas e ações voltadas à melhoria de vida de crianças e adolescentes.
Discurso em favor dos direitos da infância e da juventude todos fazem. Entretanto, é fundamental que os administradores façam a destinação privilegiada de recursos para efetivação dos direitos. Lugar de criança é na família, na escola e nos orçamentos públicos.
Ainda hoje, as pessoas associam muito o ECA ao adolescente infrator. Acredito que devemos valorizar mais as políticas voltadas aos direitos fundamentais para que as políticas de resgate sejam cada vez menos necessárias no País, tem que ser dada prioridade aos programas à infância e à juventude em todas as políticas públicas.
Assim, cabe a cada um de nós, sejam profissionais do direito, sejam técnicos especialistas da área, ou militantes dos direitos da criança e do adolescente, bem como os representantes dos Poderes, garantir a execução dos planos e projetos voltados às melhorias das condições sociais da população infanto-juvenil. Ainda mais porque o Brasil, em suas leis e políticas, tem a posição clara de que as políticas públicas destinadas a este público são “prioridade absoluta”. Mas isto não pode ficar apenas no papel! Precisamos de ações concretas urgentes.
(Monica Labuto)
terça-feira, 2 de julho de 2013
Projeto Apadrinhar - Rio de Janeiro
Amigos,
Segue abaixo um texto explicando como funciona o projeto Apadrinhar. Aconselho a todos que puderem e quiserem. Temos muitas crianças necessitando deste apoio.
O PROJETO APADRINHAR, desenvolvido pela 1ª Vara Regional da Infância, da Juventude e do Idoso em pareceria com o Grupo de Apoio à Adoção Ana Gonzaga II, objetiva proporcionar visibilidade à sociedade das crianças e adolescentes disponíveis para adoção e/ou em situação de risco, estimulando o pleno exercício do afeto, do cuidado, da solidariedade e da própria cidadania. Permitirá, também, que crianças e adolescentes envolvidos no projeto construam vínculos saudáveis com pessoas que não estão inseridas nos programas de acolhimento institucional, mas que possuem disponibilidade emocional e/ou financeira suficiente para proporcionar uma melhor qualidade de vida para eles através do respeito aos seus direitos fundamentais e do pleno exercício da sua cidadania. O PROJETO APADRINHAR busca unir as duas pontas, próximas e que por razões diversas não se encontram: quem quer ajudar e quem precisa receber essa ajuda. Busca formar um laço direto entre o padrinho/madrinha e a criança/ adolescente, construindo laços de afeto, apoio material, com possibilidades de amparo educacional e profissional.
Modalidades do APADRINHAR
AFETIVO - consiste em cuidar, isto é, dar atenção, carinho e se preocupar com o bem-estar de uma criança ou adolescente ou grupo de irmãos que se encontre em uma das entidades de acolhimentos da competência da 1ª Vara Regional da Infância, Juventude e Idoso da Comarca da Capital do Rio de Janeiro, podendo o padrinho/madrinha levá-lo(s) para passar(em) finais de semana, feriados, festas de final de ano e/ou período de férias escolares na casa do padrinho/madrinha.
MATERIAL – onde o Padrinho ou Madrinha assume algumas obrigações financeiras do(a) afilhado(a).
FAMILIAR – quando o apadrinhamento envolve todo o núcleo familiar.
PRESTADOR DE SERVIÇO - o padrinho/madrinha prestador de serviço apoiará o apadrinhamento prestando serviços gratuitos, em suas horas disponíveis, de conformidade com sua área de formação e de interesse.
PESSOA JURÍDICA – realizado por uma pessoa jurídica podendo ser realizado na forma de apoio material ou financeiro – exatamente da mesma forma que atuará o PADRINHO MATERIAL.
Como se tornar um PADRINHO ou MADRINHA
O procedimento para o APADRINHAMENTO AFETIVO é simples. O candidato a padrinho/madrinha deverá entrar em contato através do email: apadrinhar@globomail.com ou, na impossibilidade de realizar tal tipo de contato, deverá comparecer à 1ª Vara Regional da Infância, Juventude e Idoso da Comarca da Capital localizada na Avenida Ernani Cardoso nº 152, 1º andar, no bairro Cascadura, das 13 às 18 horas, e contatar o Setor de Psicologia e Serviço Social, para agendar uma entrevista e levar cópia autenticada da carteira de identidade, CPF e certidão de casamento, se houver, cópia simples do comprovante de residência e de rendimentos.
Além disso, será fundamental a participação da entrevista com os profissionais supracitados, podendo este número ser ampliado dependendo da particularidade do caso. Em sendo casado(a), tendo companheira(o) e/ou filhos, os demais membros da entidade familiar(,) também, serão entrevistados, vez que o apadrinhamento é um projeto que afetará a dinâmica familiar como um todo.
Após a realização da entrevista e do preenchimento do requerimento, o(s) candidato(s) receberá (ão) uma visita domiciliar, previamente agendada, pela assistente social do juízo. A equipe técnica elaborará, então, um relatório psicológico e social e o encaminhará ao Juiz.
A 1ª Vara Regional da Infância, Juventude e Idoso da Capital do Estado do Rio de Janeiro, em parceria com o Grupo de Apoio à Adoção ANA GONZAGA II (GAAAGll), propiciará oportunamente aos inscritos no PROJETO APADRINHAR um curso composto de 3 (três) sessões que versará sobre o programa. Os palestrantes serão serventuários da justiça, componentes do GAAAG II e voluntários. Ao final do curso será fornecido um certificado com validade de 2 (dois) anos a todos os que frequentarem todas as aulas.Posteriormente, após a decisão do Juiz, ouvido o representante do Ministério Público, a equipe do PROJETO APADRINHAR entrará em contato com o candidato, para que inicie as visitas a seu afilhado.
O apadrinhamento afetivo nos permite o encontro com um ser especial que nasce na nossa alma e não do nosso corpo. Permita-se esse encontro, venha para o APADRINHAR.
1ª Vara Regional da Infância, da Juventude e do Idoso – Madureira
Avenida Ernani Cardoso nº 152, 1º andar, Cascadura, Rio de Janeiro/RJ.
Email: apadrinhar@globomail.com
Grupo de Apoio à Adoção Ana Gonzaga II
Rua Padre Telêmaco nº 30, Cascadura – Igreja Metodista de Cascadura.
Reuniões toda terceira segunda-feira do mês, às 19 horas.
Email: gaa.anagonzaga@gmail.com
Segue abaixo um texto explicando como funciona o projeto Apadrinhar. Aconselho a todos que puderem e quiserem. Temos muitas crianças necessitando deste apoio.
O PROJETO APADRINHAR, desenvolvido pela 1ª Vara Regional da Infância, da Juventude e do Idoso em pareceria com o Grupo de Apoio à Adoção Ana Gonzaga II, objetiva proporcionar visibilidade à sociedade das crianças e adolescentes disponíveis para adoção e/ou em situação de risco, estimulando o pleno exercício do afeto, do cuidado, da solidariedade e da própria cidadania. Permitirá, também, que crianças e adolescentes envolvidos no projeto construam vínculos saudáveis com pessoas que não estão inseridas nos programas de acolhimento institucional, mas que possuem disponibilidade emocional e/ou financeira suficiente para proporcionar uma melhor qualidade de vida para eles através do respeito aos seus direitos fundamentais e do pleno exercício da sua cidadania. O PROJETO APADRINHAR busca unir as duas pontas, próximas e que por razões diversas não se encontram: quem quer ajudar e quem precisa receber essa ajuda. Busca formar um laço direto entre o padrinho/madrinha e a criança/ adolescente, construindo laços de afeto, apoio material, com possibilidades de amparo educacional e profissional.
Modalidades do APADRINHAR
AFETIVO - consiste em cuidar, isto é, dar atenção, carinho e se preocupar com o bem-estar de uma criança ou adolescente ou grupo de irmãos que se encontre em uma das entidades de acolhimentos da competência da 1ª Vara Regional da Infância, Juventude e Idoso da Comarca da Capital do Rio de Janeiro, podendo o padrinho/madrinha levá-lo(s) para passar(em) finais de semana, feriados, festas de final de ano e/ou período de férias escolares na casa do padrinho/madrinha.
MATERIAL – onde o Padrinho ou Madrinha assume algumas obrigações financeiras do(a) afilhado(a).
FAMILIAR – quando o apadrinhamento envolve todo o núcleo familiar.
PRESTADOR DE SERVIÇO - o padrinho/madrinha prestador de serviço apoiará o apadrinhamento prestando serviços gratuitos, em suas horas disponíveis, de conformidade com sua área de formação e de interesse.
PESSOA JURÍDICA – realizado por uma pessoa jurídica podendo ser realizado na forma de apoio material ou financeiro – exatamente da mesma forma que atuará o PADRINHO MATERIAL.
Como se tornar um PADRINHO ou MADRINHA
O procedimento para o APADRINHAMENTO AFETIVO é simples. O candidato a padrinho/madrinha deverá entrar em contato através do email: apadrinhar@globomail.com ou, na impossibilidade de realizar tal tipo de contato, deverá comparecer à 1ª Vara Regional da Infância, Juventude e Idoso da Comarca da Capital localizada na Avenida Ernani Cardoso nº 152, 1º andar, no bairro Cascadura, das 13 às 18 horas, e contatar o Setor de Psicologia e Serviço Social, para agendar uma entrevista e levar cópia autenticada da carteira de identidade, CPF e certidão de casamento, se houver, cópia simples do comprovante de residência e de rendimentos.
Além disso, será fundamental a participação da entrevista com os profissionais supracitados, podendo este número ser ampliado dependendo da particularidade do caso. Em sendo casado(a), tendo companheira(o) e/ou filhos, os demais membros da entidade familiar(,) também, serão entrevistados, vez que o apadrinhamento é um projeto que afetará a dinâmica familiar como um todo.
Após a realização da entrevista e do preenchimento do requerimento, o(s) candidato(s) receberá (ão) uma visita domiciliar, previamente agendada, pela assistente social do juízo. A equipe técnica elaborará, então, um relatório psicológico e social e o encaminhará ao Juiz.
A 1ª Vara Regional da Infância, Juventude e Idoso da Capital do Estado do Rio de Janeiro, em parceria com o Grupo de Apoio à Adoção ANA GONZAGA II (GAAAGll), propiciará oportunamente aos inscritos no PROJETO APADRINHAR um curso composto de 3 (três) sessões que versará sobre o programa. Os palestrantes serão serventuários da justiça, componentes do GAAAG II e voluntários. Ao final do curso será fornecido um certificado com validade de 2 (dois) anos a todos os que frequentarem todas as aulas.Posteriormente, após a decisão do Juiz, ouvido o representante do Ministério Público, a equipe do PROJETO APADRINHAR entrará em contato com o candidato, para que inicie as visitas a seu afilhado.
O apadrinhamento afetivo nos permite o encontro com um ser especial que nasce na nossa alma e não do nosso corpo. Permita-se esse encontro, venha para o APADRINHAR.
1ª Vara Regional da Infância, da Juventude e do Idoso – Madureira
Avenida Ernani Cardoso nº 152, 1º andar, Cascadura, Rio de Janeiro/RJ.
Email: apadrinhar@globomail.com
Grupo de Apoio à Adoção Ana Gonzaga II
Rua Padre Telêmaco nº 30, Cascadura – Igreja Metodista de Cascadura.
Reuniões toda terceira segunda-feira do mês, às 19 horas.
Email: gaa.anagonzaga@gmail.com
terça-feira, 11 de junho de 2013
Divulgação e Incentivo à Adoção Tardia
Gostaria de enfatizar a importância de divulgarmos e dissiminarmos a prática da adoção tardia. Apesar de estarmos no século da informação esse assundo ainda não faz parte do nosso cotidiano, infelizmente. Precisamos mudar isso pois temos muitas crianças e adolescentes a espera de uma familia nos abrigos brasileiros e que devido ao pré-conceito, à falta de informação e à cultura brasileira poderão continuar a espera até que um dia acabe a esperança e eles são obrigados a irem para as ruas se equilibrarem na corda bamba da vida sem sequer terem sido treinados para isso.
Participei no sábado passado de uma gravação de um programa da TV MUNDI, uma televisão específica para a internet de um programa, apresentado pela nossa querida Dra. Silvana Moreira, voltado para o tema da adoção em geral. Achei hiper válido e adorei o convite para contar um pouco da minha história e para mostrar as dificuldades e alegrias que passamos a ter quando decidimos adotar um adolescente. É importante mostramos a realidade sem fantasias e a importância das pessoas que estão aguardando anciosos pelos seus filhos ampliarem o perfil desejado para abranger essas crianças. Abaixo o link da TV Mundi e algumas fotos da gravação.O programa deve ir ao ar daqui umas 3 semanas.
www.tvmundi.com.br
Participei no sábado passado de uma gravação de um programa da TV MUNDI, uma televisão específica para a internet de um programa, apresentado pela nossa querida Dra. Silvana Moreira, voltado para o tema da adoção em geral. Achei hiper válido e adorei o convite para contar um pouco da minha história e para mostrar as dificuldades e alegrias que passamos a ter quando decidimos adotar um adolescente. É importante mostramos a realidade sem fantasias e a importância das pessoas que estão aguardando anciosos pelos seus filhos ampliarem o perfil desejado para abranger essas crianças. Abaixo o link da TV Mundi e algumas fotos da gravação.O programa deve ir ao ar daqui umas 3 semanas.
www.tvmundi.com.br
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Ele chegou! Sou Pai!
Depois de muitos anos um sonho adormecido finalmente despertou e virou realidade. Um fruto que não o vi como semente, mas já o conheci crescido no ponto de ser colhido mas ninguém se habilitava a fazer isso, pois sabiam que teriam que cuida-lo para que amadurecesse da melhor forma possível. Resolvi colhe-lo e acolhe-lo. Um filho que nasceu para mim aos 12 anos e que já o amo para vida toda. Um ser frágil e forte ao mesmo tempo, frágil pelo seu desamparo e falta de estrutura familiar e forte pela experiência de vida apesar da pouca idade. Triste pela desesperança que a vida lhe causou e alegre pela naturalidade de uma criança.
Difícil de imaginar o que se passa na cabeça de menino que aos desde os 08 anos teve que cuidar de 07 irmãos, aos 10 saiu de casa, aos 11 foi parar num abrigo e aos 12 descobre que sua mãe não o quer mais e seu pai é indiferente. Fica sem família a mercê da bondade alheia. Esse é pequeno e duro histórico que tenho dele. Ai vem os questionamentos: Como julgar o seu comportamento? Sua revolta? Seu desequilíbrio emocional? Seu desinteresse pelos estudos e pelas novas amizades? A ausência de autoestima? A carência afetiva? Enfim todos os problemas causados pela vida à uma criança de apenas 12 anos.
Bom, a verdade é que para nós que tomamos essa decisão de acolher uma criança dessas como filho não importa se temos todas as respostas e sim termos a capacidade de amarmos incondicionalmente. De superarmos as dificuldades, de vivenciarmos cada momento juntos e de tirarmos várias lições que esse relacionamento irá nos gerar. Fácil eu sabia que não ia ser, mas ninguém é capaz de se preparar 100% para viver uma situação dessas. Eu diria que é um desafio a cada dia, um trabalho minucioso e delicado e que requer muito preparo psicológico e temperamental. Não estou aqui desanimando ninguém de adotar tardiamente, apenas colocando os percalços que a decisão trará. Agora todos esses problemas somem momentaneamente quando ouço ao telefone, em casa ou na rua as frases: “ Oi Pai”; “Te amo Pai”; ou então quando ele atende ao telefone e diz: “Fala aqui com o meu Pai”. Parece coisa boba, mas para quem sempre sonhou em ter um filho ouvir isso é melhor sensação do mundo. Um abraço apertado, um beijo forte, um olhar carinhoso e um sorriso de felicidade são os alimentos para a alma suportar todos os problemas que iremos enfrentar.
Sou Pai, e o meu filho é tudo pra mim e é isso que importa!
Difícil de imaginar o que se passa na cabeça de menino que aos desde os 08 anos teve que cuidar de 07 irmãos, aos 10 saiu de casa, aos 11 foi parar num abrigo e aos 12 descobre que sua mãe não o quer mais e seu pai é indiferente. Fica sem família a mercê da bondade alheia. Esse é pequeno e duro histórico que tenho dele. Ai vem os questionamentos: Como julgar o seu comportamento? Sua revolta? Seu desequilíbrio emocional? Seu desinteresse pelos estudos e pelas novas amizades? A ausência de autoestima? A carência afetiva? Enfim todos os problemas causados pela vida à uma criança de apenas 12 anos.
Bom, a verdade é que para nós que tomamos essa decisão de acolher uma criança dessas como filho não importa se temos todas as respostas e sim termos a capacidade de amarmos incondicionalmente. De superarmos as dificuldades, de vivenciarmos cada momento juntos e de tirarmos várias lições que esse relacionamento irá nos gerar. Fácil eu sabia que não ia ser, mas ninguém é capaz de se preparar 100% para viver uma situação dessas. Eu diria que é um desafio a cada dia, um trabalho minucioso e delicado e que requer muito preparo psicológico e temperamental. Não estou aqui desanimando ninguém de adotar tardiamente, apenas colocando os percalços que a decisão trará. Agora todos esses problemas somem momentaneamente quando ouço ao telefone, em casa ou na rua as frases: “ Oi Pai”; “Te amo Pai”; ou então quando ele atende ao telefone e diz: “Fala aqui com o meu Pai”. Parece coisa boba, mas para quem sempre sonhou em ter um filho ouvir isso é melhor sensação do mundo. Um abraço apertado, um beijo forte, um olhar carinhoso e um sorriso de felicidade são os alimentos para a alma suportar todos os problemas que iremos enfrentar.
Sou Pai, e o meu filho é tudo pra mim e é isso que importa!
domingo, 26 de maio de 2013
Caminhada da Adoção - Copacabana - 26 Maio 2013
Amigos
Hoje foi um dia especial e cheio de emoções. Participei da Caminhada pela Adoção na praia de Copacabana. Ver tantas familias mobilizadas mostrando a importância do ato da adoção em nosso país que tem tantas crianças abrigadas e sem o direito de ter uma família. Um país que infelizmente não dá o devido valor a essas crianças e adolescentes que muitas vezes náo coseguem encontrar uma nova familia e ficam nos abrigos até completar a maioridade. Porque depois disso, só Deus pode acolhe-los pois o estado não assume mais essa responsabilidade. Fica aqui um apelo de um Pai adotivo, que enfrenta todas as dificuldades para educar, criar e amar um filho adolescente mas que tem a felicidade de ter uma nova familia e de ter o carinho e o amor de um filho. Parabens a todos que organizaram esse movimento e espero que os nossos governantes olhem com mais carinho para essa causa tão nobre.
http://oglobo.globo.com/rio/criancas-espera-de-um-lar-8506851



Hoje foi um dia especial e cheio de emoções. Participei da Caminhada pela Adoção na praia de Copacabana. Ver tantas familias mobilizadas mostrando a importância do ato da adoção em nosso país que tem tantas crianças abrigadas e sem o direito de ter uma família. Um país que infelizmente não dá o devido valor a essas crianças e adolescentes que muitas vezes náo coseguem encontrar uma nova familia e ficam nos abrigos até completar a maioridade. Porque depois disso, só Deus pode acolhe-los pois o estado não assume mais essa responsabilidade. Fica aqui um apelo de um Pai adotivo, que enfrenta todas as dificuldades para educar, criar e amar um filho adolescente mas que tem a felicidade de ter uma nova familia e de ter o carinho e o amor de um filho. Parabens a todos que organizaram esse movimento e espero que os nossos governantes olhem com mais carinho para essa causa tão nobre.
http://oglobo.globo.com/rio/criancas-espera-de-um-lar-8506851



sábado, 25 de maio de 2013
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